Falta um mês para o início da Festa do Avante. O distrito de Beja vai marcar presença, integrado no espaço Alentejo, com debates, artesanato, gastronomia e música.
A Quinta da Atalaia recebe, de hoje a um mês, mais uma Festa do Avante que em 2008 assinala 32 anos de existência.
Para além da vertente política, esta festa, que recebe anualmente a visita de milhares de pessoas inclui ainda um espaço internacional onde participam vários países, debates, exposições, festa do livro e do disco, espectáculos, gastronomia e desporto.
O Alentejo volta a marcar presença no certame e em 2008 apresenta duas vertentes distintas: a política, com a realização de debates e a cultural com a presença de grupos musicais e corais. O Alentejo vai ainda levar ao Avante a gastronomia e o artesanato como afirmou, à Voz da Planície, António João Zacarias responsável da festa no distrito de Beja.
A festa começou a ser “construída” em Junho, segundo a organização “ao todo e por alto, estão contabilizadas mais ou menos quatro mil participações nas jornadas de trabalho, num total de cerca de 20 mil horas de trabalho voluntário, gastas a erguer, decorar e equipar os cerca de 22 mil metros quadrados de área construída”.
Durante os três dias de festa o funcionamento dos diferentes pavilhões, bares e restaurantes é assegurado por mais de 12 mil voluntários.
Inês Patola
| Pavilhão Central «Sala de visitas» da Festa do Avante |
| Marcando, pela sua dimensão e impacto, uma inconfundível presença na Quinta da Atalaia, o Pavilhão Central assume-se como o grande espaço de exposições e debates da Festa do Avante, na sua principal «sala de visitas». São muitos os elementos de interesse para uma visita atenta ao Pavilhão Central. «Os 160 anos do Manifesto do Partido Comunista», «Os 50 anos das eleições presidenciais de 1958» e «o XVIII Congresso do PCP» serão ilustrados por vários painéis ao longo do espaço. Mas, três exposições destacam-se nesta edição da Festa: «A situação do país como resultado da política de direita do Governo PS», «As poderosas acções de massas que este ano levaram para a rua centenas de milhar de pessoas», «A acção e a intervenção do PCP». Em ano de Congresso, estará ainda em evidência o programa do PCP «Por uma democracia avançada no limiar do século XXI». Ao longo dos três dias, quem for ao Pavilhão Central poderá ainda participar na discussão sobre as mais variadas questões nacionais e internacionais nos três espaços de debate, conhecer a imprensa do Partido, o Avante! e o Militante!, comprar as novidades na «Loja da Festa», ouvir e participar na rádio «Comunic», inscrever-se ou obter informações sobre o PCP no espaço «Adere ao PCP», participar no jogo promovido no espaço das Tecnologias de Informação e Comunicação, ou assistir a uma sessão de cinema no «Auditório de Projecção», este ano com uma mostra de cinema dedicada à «Luta de Classes». Rogério Ribeiro, um artista ímpar O Pavilhão Central acolhe, este ano, uma exposição evocativa da vida e obra do artista plástico, recentemente falecido, Rogério Ribeiro. Militante comunista, sempre ligou a arte à vida, pintando a dureza da luta quotidiana pela sobrevivência e a luta política, cruzando-a com a poética da alegria de viver, de festejar o amor. A Festa em directo Mais uma vez em pleno coração da Quinta da Atalaia, a rádio do PCP na Internet, Comunic, seguirá a par e passo os acontecimentos mais marcantes da Festa do Avante!: reportagens, depoimentos, entrevistas, música e muito mais. |
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, encerra, domingo, em Braga, a Festa da Alegria, uma réplica minhota da Festa do Avante, que o partido quer que «seja de todos e não apenas dos comunistas e seus simpatizantes».
«A Festa da Alegria não é um modo de os comunistas passarem a sua mensagem às pessoas que ali vão atraídas pela música, pela gastronomia, pela arte, pelo teatro…É, sim, pretexto para a confraternização dos bracarenses», disse à Lusa o dirigente local do PCP, Jorge Matos.
Promovida pela Organização Regional de Braga do PCP, a 15ª edição da Festa da Alegria decorre dias 19 e 20 de Julho (sábado e domingo), no Parque das Exposições de Braga.
A Festa apresenta um programa com exposições, debates, desporto, artesanato, animação de rua e espectáculos, entre os quais, no sábado, os dos Blasted Mechanism, Let the Jam Roll, Uxu Kalhus, Os Alentejanos e Cantares da Terra e, no domingo, os Kumpnia Algazarra, Peixe:Avião, Quadrilha e Mineiros de Aljustrel.
Os visitantes dispõem, ainda, de um espaço dedicado ao livro - A Festa do Livro e do Disco, de um Espaço Internet e Novas Tecnologias e das exposições «90 anos da Revolução de Outubro»; «Caxias - uma fuga audaciosa»; «Iraque - 5 anos de guerra» e «Lino Lima, o resistente e o militante».
A iniciativa - afirma Jorge Matos - será, assim, «uma Alegria», com música rock, jazz, folk, música popular e tradicional, artes e animação de rua, ranchos e concertinas, gaiteiros, zés p’reiras, bombos e cabeçudos, teatro e marionetas, poesia, feira do livro e do disco, espaço internet, exposições e debates, gastronomia e artesanato.
Jorge Matos sublinhou, por outro lado, que no recinto são esperados participantes de quase todos os pontos do país, que viajam de várias formas, incluindo em 20 excursões organizadas. - Diário Digital
O «Pavilhão Central» ocupa uma vasta e confortável área coberta, onde não faltam zonas de descanso. Este espaço é mais do que um espaço de convívio é, sobretudo, um lugar para troca de opiniões, onde estão patentes as grandes exposições políticas e temáticas e acolhe a Bienal de Artes Plásticas.
AS ARTES NA FESTA FESTA E A ARTE
Muitas vezes quando falamos das artes na “Festa do Avante!” Estamos a referir-nos à Bienal de Artes Plásticas, a esse encontro bienalmente marcado entre os visitantes da Festa e as obras de inúmeros artistas que assim encontram um público disponível e atento. Esse encontro que é para muitos o primeiro encontro, ou o equivalente a uma experiência de renovado encontro, diz alguma coisa sobre quem o promove: um Partido que valoriza arte e o trabalho criador, assim como o direito de todos à fruição e à criação artística. Mas não é só a Bienal que nos fala disso. Coralmente, é sempre ainda disso que nos falam a música ou as músicas, desde a música erudita às várias formas de música popular; desde o teatro ao cinema; desde as feiras do livro à palavra do poema, dita em voz alta ou desenhada numa parede, à dança executada num palco ou explodindo, aqui e ali, nas ruas desta cidade que, sendo efémera, regressa ciclicamente. Dessa cidade, que é efémera e, contudo, constante; como um desafio lançado para sempre e uma promessa renovadamente mantida.
E tudo é mas forte e profundo, porque não só as artes especializadamente profissionas têm lugar de encontro marcado na festa, mas porque todo o trabalho de construção, desde a gestão do terreno à concepção e à decoração dos espaços, tende para a festa, para a habitação desta cidade, tende para o operar segundo a beleza, tende para a arte enquanto livre jogo das forças do humano.





