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Falta menos de 1 mês para a festa Postado dia 10 de Agosto, 2008 em Notícias

Falta um mês para o início da Festa do Avante. O distrito de Beja vai marcar presença, integrado no espaço Alentejo, com debates, artesanato, gastronomia e música.

A Quinta da Atalaia recebe, de hoje a um mês, mais uma Festa do Avante que em 2008 assinala 32 anos de existência.

Para além da vertente política, esta festa, que recebe anualmente a visita de milhares de pessoas inclui ainda um espaço internacional onde participam vários países, debates, exposições, festa do livro e do disco, espectáculos, gastronomia e desporto.

O Alentejo volta a marcar presença no certame e em 2008 apresenta duas vertentes distintas: a política, com a realização de debates e a cultural com a presença de grupos musicais e corais. O Alentejo vai ainda levar ao Avante a gastronomia e o artesanato como afirmou, à Voz da Planície, António João Zacarias responsável da festa no distrito de Beja.

A festa começou a ser “construída” em Junho, segundo a organização “ao todo e por alto, estão contabilizadas mais ou menos quatro mil participações nas jornadas de trabalho, num total de cerca de 20 mil horas de trabalho voluntário, gastas a erguer, decorar e equipar os cerca de 22 mil metros quadrados de área construída”.

Durante os três dias de festa o funcionamento dos diferentes pavilhões, bares e restaurantes é assegurado por mais de 12 mil voluntários.

Inês Patola


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O Pavilhão Central Postado dia 14 de Julho, 2008 em Informações

O «Pavilhão Central» ocupa uma vasta e confortável área coberta, onde não faltam zonas de descanso. Este espaço é mais do que um espaço de convívio é, sobretudo, um lugar para troca de opiniões, onde estão patentes as grandes exposições políticas e temáticas e acolhe a Bienal de Artes Plásticas.

AS ARTES NA FESTA FESTA E A ARTE

Muitas vezes quando falamos das artes na “Festa do Avante!” Estamos a referir-nos à Bienal de Artes Plásticas, a esse encontro bienalmente marcado entre os visitantes da Festa e as obras de inúmeros artistas que assim encontram um público disponível e atento. Esse encontro que é para muitos o primeiro encontro, ou o equivalente a uma experiência de renovado encontro, diz alguma coisa sobre quem o promove: um Partido que valoriza arte e o trabalho criador, assim como o direito de todos à fruição e à criação artística. Mas não é só a Bienal que nos fala disso. Coralmente, é sempre ainda disso que nos falam a música ou as músicas, desde a música erudita às várias formas de música popular; desde o teatro ao cinema; desde as feiras do livro à palavra do poema, dita em voz alta ou desenhada numa parede, à dança executada num palco ou explodindo, aqui e ali, nas ruas desta cidade que, sendo efémera, regressa ciclicamente. Dessa cidade, que é efémera e, contudo, constante; como um desafio lançado para sempre e uma promessa renovadamente mantida.
E tudo é mas forte e profundo, porque não só as artes especializadamente profissionas têm lugar de encontro marcado na festa, mas porque todo o trabalho de construção, desde a gestão do terreno à concepção e à decoração dos espaços, tende para a festa, para a habitação desta cidade, tende para o operar segundo a beleza, tende para a arte enquanto livre jogo das forças do humano.


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