O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, encerra, domingo, em Braga, a Festa da Alegria, uma réplica minhota da Festa do Avante, que o partido quer que «seja de todos e não apenas dos comunistas e seus simpatizantes».
«A Festa da Alegria não é um modo de os comunistas passarem a sua mensagem às pessoas que ali vão atraídas pela música, pela gastronomia, pela arte, pelo teatro…É, sim, pretexto para a confraternização dos bracarenses», disse à Lusa o dirigente local do PCP, Jorge Matos.
Promovida pela Organização Regional de Braga do PCP, a 15ª edição da Festa da Alegria decorre dias 19 e 20 de Julho (sábado e domingo), no Parque das Exposições de Braga.
A Festa apresenta um programa com exposições, debates, desporto, artesanato, animação de rua e espectáculos, entre os quais, no sábado, os dos Blasted Mechanism, Let the Jam Roll, Uxu Kalhus, Os Alentejanos e Cantares da Terra e, no domingo, os Kumpnia Algazarra, Peixe:Avião, Quadrilha e Mineiros de Aljustrel.
Os visitantes dispõem, ainda, de um espaço dedicado ao livro - A Festa do Livro e do Disco, de um Espaço Internet e Novas Tecnologias e das exposições «90 anos da Revolução de Outubro»; «Caxias - uma fuga audaciosa»; «Iraque - 5 anos de guerra» e «Lino Lima, o resistente e o militante».
A iniciativa - afirma Jorge Matos - será, assim, «uma Alegria», com música rock, jazz, folk, música popular e tradicional, artes e animação de rua, ranchos e concertinas, gaiteiros, zés p’reiras, bombos e cabeçudos, teatro e marionetas, poesia, feira do livro e do disco, espaço internet, exposições e debates, gastronomia e artesanato.
Jorge Matos sublinhou, por outro lado, que no recinto são esperados participantes de quase todos os pontos do país, que viajam de várias formas, incluindo em 20 excursões organizadas. - Diário Digital
O «Pavilhão Central» ocupa uma vasta e confortável área coberta, onde não faltam zonas de descanso. Este espaço é mais do que um espaço de convívio é, sobretudo, um lugar para troca de opiniões, onde estão patentes as grandes exposições políticas e temáticas e acolhe a Bienal de Artes Plásticas.
AS ARTES NA FESTA FESTA E A ARTE
Muitas vezes quando falamos das artes na “Festa do Avante!” Estamos a referir-nos à Bienal de Artes Plásticas, a esse encontro bienalmente marcado entre os visitantes da Festa e as obras de inúmeros artistas que assim encontram um público disponível e atento. Esse encontro que é para muitos o primeiro encontro, ou o equivalente a uma experiência de renovado encontro, diz alguma coisa sobre quem o promove: um Partido que valoriza arte e o trabalho criador, assim como o direito de todos à fruição e à criação artística. Mas não é só a Bienal que nos fala disso. Coralmente, é sempre ainda disso que nos falam a música ou as músicas, desde a música erudita às várias formas de música popular; desde o teatro ao cinema; desde as feiras do livro à palavra do poema, dita em voz alta ou desenhada numa parede, à dança executada num palco ou explodindo, aqui e ali, nas ruas desta cidade que, sendo efémera, regressa ciclicamente. Dessa cidade, que é efémera e, contudo, constante; como um desafio lançado para sempre e uma promessa renovadamente mantida.
E tudo é mas forte e profundo, porque não só as artes especializadamente profissionas têm lugar de encontro marcado na festa, mas porque todo o trabalho de construção, desde a gestão do terreno à concepção e à decoração dos espaços, tende para a festa, para a habitação desta cidade, tende para o operar segundo a beleza, tende para a arte enquanto livre jogo das forças do humano.








