Chão da Lagoa: “réplica de Festa do Avante!” Postado dia 27 de Julho, 2008 em Notícias por Festa do Avante

PSD/M. A oposição a Jardim acusa o líder regional de promover arraial É óbvio que o PSD não subscreve nenhuma das afirmações. Coito Pita, vice-presidente da bancada parlamentar, diz que as 40 mil pessoas esperadas no Chão da Lagoa são a prova de que este “é um super arraial” que já entrou no calendário do Verão dos madeirenses.

“Não é a maior festa religiosa mas é, com certeza, a maior festa política”, disse ao DN. “Trata-se de um fingimento de festa partidária baseada no habitual brain wash (lavagem ao cérebro) que tem como substrato o exercício persecutório e do medo. Normalmente constitui um deplorável momento de violência verbal e de escárnio só possível num sistema que não promoveu o desenvolvimento educativo e cultural”, afirmou ao André Escórcio, deputado socialista no parlamento da Madeira. Esta é uma das visões da oposição ouvida pelo DN sobre o ritual “laranja” que, anualmente, se repete no último domingo de Julho.

Para José Manuel Rodrigues, líder do CDS/PP, este encontro serve para dois exercícios de “inversão da realidade”. Ou seja, demonstrar que “o partido está unido e coeso quando na verdade cada vez mais se quebra por dentro fruto das disputadas dos alegados delfins e dos grupos económicos”, referiu. O segundo exercício “é, também, já conhecido. Dar a entender que a enorme crise que a Madeira atravessa não é fruto da governação do PSD atirando as culpas à Constituição e ao Governo da República, seja ele qual for”, concluiu. Nesta mesma onda está o MPT. João Isidoro lembra que todos os partidos têm o seu “arraial” mas este é notícia pela polémica criada ao longo de décadas. “Há um clima de conflito permanente. O que não é bom. As relação entre o Continente e a região deveria ser uma estrada com dois sentidos”, disse. No final da ronda, a ironia ficou por conta do PCP, PND e BE. Para Egdar Silva, dirigente comunista, o Chão da Lagoa é “o Dia do Regime. O Dia da Verdade jardinista. O dia de todos os fundamentalismos. Um dia dedicado a Baco do qual a imagem da Madeira e das autonomias sai prejudicada”, disse ao mesmo tempo que condena o “abuso” dos que que tentam comparar esta manifestação à Festa do Avante!.

José Manuel Coelho, começa logo por aí. “É uma réplica de Festa do Avante! mas falta-lhe a grande componente cultural. Nisso fica muito aquém embora sirva na mesma para catequizar e arrebanhar o povo contra a República”, afirmou. Por fim, do BE, Roberto Almada olha para o planalto como “um circo onde os palhaços se juntam no mesmo palco para lançar atoardas a Lisboa”. |


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